Sala de aula

Volta às aulas: como se preparar e seguir o planejamento?

Turma nova, revisão de conteúdo e respostas de especialistas para as dúvidas mais comuns desse período. Tudo para você ficar sabendo antes de retomar as aulas com a garotada no segundo semestre.

Escrito por: Luiza Braga

(redatora e comunicadora da Eduqo)

volta às aulas

O fim das férias anuncia: é hora de se preparar para a volta às aulas.  Encontros pedagógicos, informações das turmas e, consequentemente, continuidade do planejamento do próximo semestre.

Todo esse processo não tem nada de novo e pode até parecer simples, mas não é.  Sugestão: reúna os conteúdos que irá trabalhar nas aulas, desafios da faixa etária e as exigências de aprendizagem da turma. Vale recorrer à equipe pedagógica – professores e gestores – e também, a outros materiais, como acervo da escola e projetos. 

Mesmo assim, o surgimento de dúvidas e problemas durante o planejamento e nas semanas iniciais é totalmente normal. Responderemos abaixo algumas das dúvidas mais comuns:

Como me preparar para encarar uma turma que é considerada pelos meus colegas como difícil?

Partindo do princípio de que o conceito de difícil é relativo, o desafio pode ficar menor. O comportamento da turma depende da relação aluno-professor e as evidências sobre a dificuldade da turma são muito particulares. Turmas ”difíceis” para um professor podem se dar bem com outro. 

“Ao assumir um grupo novo, o educador não pode carregar preconceitos que surjam a partir de conversas com os colegas – apesar de essa troca ser importante”, explica Adriana Ramos, do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral das Universidades de Campinas (Unicamp) e Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp).

Junto de seus colegas de trabalho, procure descobrir quais são, especificamente, as características que tornam essa turma ‘’difícil’’. As dificuldades estão ligadas à indisciplina, ao rendimento nas avaliações ou a qual outro determinante? Tendo essas respostas, é viável e totalmente indicado, o planejamento de atividades estratégicas para contornar os obstáculos e tornar o grupo melhor.

Caso o problemas seja relacionado ao mal comportamento dos alunos, planeje atividades que promovam a convivência, dando oportunidade para trabalhos em grupos durante as aulas. Outra boa dica é reservar um tempo, semanalmente, para discutir os desafios enfrentados, nos conselhos de classe.

 Suspeito que minha turma ainda não tenha fixado alguns conhecimentos de anos anteriores. O que fazer para que isso não atrapalhe as aulas?

Primeiramente, certifique-se de sua impressão. Uma ferramenta essencial para o docente tirar isso a limpo é a avaliação diagnóstica, para avaliar de maneira precisa o que as crianças, de fato, já aprenderam e não perder tempo voltando ao que elas já conhecem. Se, ao analisar de maneira geral, perceber que a turma, não conseguiu atingir as expectativas de aprendizagem dos anos anteriores, é um sinal para repensar o planejamento. 

“Os alunos não podem deixar de aprender e, se eles não foram assimilados no passado, é papel do professor que assumiu a turma ensinar”, defende Débora Rana, formadora do Instituto Avisa Lá e coordenadora pedagógica da escola Projeto Vida, na capital paulista.

Darei aula para uma série da qual não estou acostumado. Como me preparar?

Nesse caso, o planejamento exige ainda mais cuidado. Para começar, você deve se desprender da turma anterior para conseguir entender as características da faixa etária da sua nova turma e conhecer as expectativas de aprendizagem.

Uma boa coisa a se fazer é conversar com colegas que já estão habituados a dar aula nessa série e até recorrer aos antigos professores da turma que irá assumir, afinal, essas pessoas podem passar informações que, provavelmente, te ajudarão a iniciar e esboçar um planejamento.

“O educador também precisa refletir sobre a maneira como sua experiência em uma série diferente pode ajudá-lo nesse novo desafio”, defende Daniela Panutti, coordenadora pedagógica da Escola Vera Cruz, na capital paulista.

 

 

Avaliação Nacional da Educação Básica: entenda detalhes do que ela prevê

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A Avaliação Nacional da Educação Básica (ANEB) faz parte do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), que inclui a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) e a Avaliação Nacional de Rendimento Escolar (ANRESC) — também conhecida como Prova Brasil.

O SAEB tem o objetivo de produzir dados para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Essas informações permitem elaborar políticas públicas mais acertadas e fornecer aos educadores e aos gestores documentos realistas e confiáveis para que eles possam desenvolver projetos pedagógicos de acordo com as suas realidades.

Continue a leitura e entenda melhor o que prevê a Avaliação Nacional da Educação Básica!

Quais são os objetivos e metas da Avaliação Nacional da Educação Básica?

A ANEB é aplicada a cada dois anos, por amostragem, aos alunos do 5° e 9° anos do Ensino Fundamental de escolas públicas e privadas urbanas e rurais, e da 3ª série do Ensino Médio de escolas públicas.

Ela possibilita obter resultados sobre a performance de equipes de estudantes organizados em grupos amostrais. Seu objetivo principal é avaliar a equivalência, a eficiência e a qualidade da educação brasileira.

O exame consiste em provas objetivas e questionários que compreendem duas áreas do conhecimento: Língua Portuguesa e Matemática. A análise da educação é feita confrontando os resultados bienais com as metas estabelecidas, avaliando se os objetivos traçados estão sendo cumpridos.

Tais metas são planejadas de acordo com o país como um todo, com as unidades da federação e com os municípios. O plano é que cada setor evolua rápido o suficiente para fazer com que o país alcance o nível educacional médio das nações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) — classificado como alto e satisfatório.

Qual é a diferença entre a ANEB e a Prova Brasil?

A ANEB e a Prova Brasil são complementares e empregam os mesmos instrumentos avaliativos em escolas com mais de dez alunos matriculados. Além disso, elas são aplicadas com a mesma periodicidade.

A Prova Brasil é uma avaliação censitária que, a partir de 2017, passou a englobar alunos do Ensino Médio da rede privada. A principal diferença é que a ANEB abrange as escolas e alunos de forma amostral — ou seja, somente parte dos estudantes participa dos exames.

Quais são as mudanças que envolvem as escolas particulares?

Além da inclusão das escolas privadas na avaliação da Prova Brasil, algumas mudanças envolvem a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) — que foi incorporada à Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM).

Para incentivar o estudo da Matemática em todo o Brasil, o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) mudou o formato da OBMEP e passou a englobar as escolas particulares no exame. O objetivo é proporcionar a todas as escolas a possibilidade de descobrir jovens talentosos e melhorar o ensino.

Os resultados da Avaliação Nacional da Educação Básica não possuem natureza eliminatória ou classificatória para os alunos. Dessa forma, a melhor maneira de preparar a sua escola para a avaliação é por meio de um ensino de qualidade. Além disso, é importante trabalhar a conscientização de toda a comunidade escolar a respeito da importância e relevância do exame.

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Como avaliar diferentes competências e habilidades na educação?

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Com as novas demandas do século XXI e a possibilidade que os jovens têm de se tornarem protagonistas do seu próprio desenvolvimento, as escolas começam a focar, inclusive, na preparação para situações do cotidiano. É preciso desenvolver novas competências e habilidades na educação e não ignorar as necessidades sociais e emocionais de cada indivíduo.

Além dos aspectos cognitivos, a avaliação das diferentes aptidões do estudante é uma etapa essencial durante o processo educativo. Ela ajuda a reconhecer obstáculos, priorizar objetivos e planejar novas ações ao longo da trajetória escolar de forma prática e efetiva.

Dessa maneira, preparamos este artigo para que você possa entender como avaliar seus alunos por meio de novas competências. Boa leitura!

O que são competências e habilidades na educação?

Com as disciplinas e conteúdos apresentados na sala de aula, o aluno adquire conhecimento e desenvolve habilidades para tornar-se capaz de relacionar informações, compreender fenômenos, analisar situações-problemas e sintetizar dados.

Entretanto, muito além das habilidades tradicionais, é preciso colocar em prática atitudes e desenvolver competências para controlar emoções, demonstrar empatia e resiliência, manter relações sociais positivas para tomar decisões de forma responsável e conseguir alcançar seus objetivos.

Com essa abordagem, a escola pode elaborar práticas pedagógicas que sejam mais justas e eficazes. A forma como o aluno conduz suas relações e responsabilidades está relacionada com a sua capacidade de conviver e resolver situações do dia a dia. O objetivo da educação é trazer uma formação integral, que não se restringe apenas à propagação de conteúdos.

Quais desenvolver em sala de aula?

Um estudo realizado pela Dell Technologies e publicado em 2017 mostrou que 85% das profissões exercidas em 2030 ainda não foram inventadas. Isso mostra que as escolas precisam, cada vez mais, preparar seus alunos para um novo panorama.

Confira algumas habilidades e competências socioemocionais que podem ser desenvolvidas em sala de aula:

  • empreendedorismo: incentiva o indivíduo a ir atrás dos seus interesses profissionais, criando estratégias, assumindo riscos e, consequentemente, aprendendo com seus próprios erros;
  • pensamento crítico: ensina a ler e interpretar cenários, criar estratégias e debater ideias em diferentes situações;
  • resiliência: importante para fortalecer em momentos de grandes mudanças e ensinar a não desistir ao se deparar com problemas difíceis até encontrar uma solução;
  • colaboração: orienta a desenvolver tarefas em equipe e a conviver com diferentes opiniões, perfis e métodos de trabalho.

Quais as melhores formas de avaliação?

Avaliar diferentes habilidades e competências é importante para orientar o aluno a respeito da importância desse desenvolvimento e seu impacto no desempenho escolar. Além disso, os dados provenientes dessas análises ajudam professores e gestores a desenvolverem práticas pedagógicas mais personalizadas.

A avaliação deve ser um processo contínuo, com diagnóstico, análise e parecer dos pontos positivos e pontos de melhoria. É interessante criar grupos com os alunos para avaliar suas evoluções e rodas de conversa com os pais para discutir os resultados.

Já existem plataformas, como o QMágico, que auxiliam o professor durante o acompanhamento da evolução dos alunos. Essa tecnologia permite uma avaliação eficiente e rápida das habilidades desenvolvidas pelos estudantes em sala de aula.

Use a interdisciplinaridade

Avaliações interdisciplinares são mais estimulantes e motivadoras. As habilidades trabalhadas devem fazer parte do cotidiano, com um caráter amplo e conectado. Essa avaliação pode ser feita estimulando a cooperação entre os estudantes e analisando sua capacidade de desenvolver relacionamentos interpessoais, sempre respeitando as diversidades dos indivíduos da turma.

Faça autoavaliação

Estimule os alunos a refletir sobre suas mudanças pessoais e a avaliar se os seus objetivos estão sendo alcançados. Se não estiverem, incentive-os a buscarem maneiras de superar suas próprias dificuldades.

Forneça feedbacks

Faça comentários sobre o desenvolvimento do estudante. Seja claro e incentive o aluno a melhorar cada dia mais. Aponte, inclusive, seus pontos positivos, para gerar autoconfiança. Lembre-se de que a função do professor é orientar e instruir a aprendizagem, mas sem apontar as soluções definitivas.

O aprendizado deve considerar a construção do aluno enquanto sujeito transformador do mundo a sua volta. Desenvolver novas competências e habilidades na educação é fundamental para preparar os jovens para carreiras cada vez mais desafiadoras e exigentes.

Por fim, não deixe de complementar a leitura e confira qual a importância e como realizar uma avaliação diagnóstica na sua escola!

Avaliação diagnóstica: qual sua importância e como realizá-la

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Para garantir a qualidade do ensino e mantê-lo como referência, as escolas devem sempre buscar avaliar seus procedimentos. Isso porque uma avaliação permite identificar os pontos fortes e também aqueles que precisam de mais atenção para serem aperfeiçoados. O caso dos alunos não é diferente. Uma avaliação diagnóstica dos mesmos pode fazer toda a diferença para a obtenção de melhores resultados no processo de aprendizagem.

Afinal, para melhorar a apreensão dos diferentes conteúdos, resultando até em maior aprovação em exames e vestibulares, os professores precisam identificar quais áreas merecem a dedicação de seus esforços com mais afinco.

Uma avaliação diagnóstica, diferente de outros métodos avaliativos, permite a identificação desses pontos com antecedência, possibilitando que as escolas se organizem para promover melhorias contínuas.

Conheça agora um pouco mais sobre a importância de uma avaliação diagnóstica e as maneiras de colocá-la em prática.

Competências e habilidades: como ir além do ensino do conteúdo

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O mercado de trabalho, os arranjos familiares, as relações sociais e outros aspectos da sociedade estão se modificando por conta da tecnologia. Nesse contexto, a educação precisa se adequar a essa nova realidade e as competências e habilidades necessárias.

Isso significa que a escola precisa repensar o seu currículo atual, em que o professor domina o conhecimento e apenas repassa aos estudantes, os quais devem apenas assimilar ou decorar a informação. Hoje, esse conhecimento está acessível a qualquer pessoa com um smartphone, o saber não é mais um diferencial, mas sim saber como aplicar o conhecimento.

Por isso, é importante repensar o currículo que é voltado apenas ao conteúdo nas escolas tradicionais. Estados Unidos, Austrália e países da Europa, por exemplo, mantêm um currículo focado no desenvolvimento de competências e habilidades para se adaptarem à nova realidade.

Mas você sabe o que são competências e habilidades? Qual é a importância dessa mudança de currículo no processo educacional? Quer saber como é possível trabalhar esse novo currículo com os alunos? Continue lendo e confira!